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Morangos com Açúcar 7

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22
Mai10

Morangos com Açúcar demonstra já novos padrões de comportamento e imagem

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A Investigadora Elisabete Vilar analisou como homens e mulheres são representados nos 'Morangos com Açúcar' e titou várias conclusões.


Como é que a televisão portuguesa apresenta os géneros feminino e masculino às crianças e jovens? Para responder a esta questão, a investigadora Elisabete Vilar analisou personagens da série portuguesa mais vista pelos jovens: Morangos com Açúcar, na sua tese de mestrado. E chegou à conclusão de que, apesar de algumas inovações, a série acaba por ser conservadora.

 

"Os Morangos com Açúcar funcionam numa lógica de género que continua a inscrever-se dentro dos padrões geralmente aceites pela população", indica a investigadora Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. No entanto, a série juvenil "demonstra já novos padrões de comportamento e imagem em relação ao estereótipo actual. E pode até estar a criar um novo estereótipo e novas tendências", acrescenta.


Ou seja, ao analisar a série que foi transmitida em 2008, Elisabete Vilar descobriu que as personagens femininas e masculinas mais jovens apresentaram características diferentes do estereótipo definido para as mulheres e homens, que na série representam os adultos (ver em baixo). Em traços gerais, as raparigas têm tendência para se aproximar das características masculinas e aos rapazes já não fica mal mostrar as suas emoções.

 

Assim, as raparigas são apresentadas como "mais ousadas, independentes, bonitas e sexy, mas sem serem objecto de desejo", aponta a autora. Já os rapazes surgem "menos agressivos, mais emocionais, com comportamentos românticos e sem vergonha de assumir sentimentos".

Na tese, Elisabete Vilar explica que "os Morangos são dos conteúdos televisivos mais ousados, porque os jovens vêem a série sem a presença dos adultos". Ainda assim, a investigadora tem dúvidas de que a mudança de apresentação dos géneros seja definitiva.

"Diria que a mudança nos géneros é incontornável. Basta comparar-mos as mulheres de hoje com as suas avós. Apesar de tudo há a expectativa que os jovens sejam rebeldes, mas que ao se tornarem adultos fiquem mais parecidos com as normas sociais", aponta a especialista. E dá como exemplo, os papéis que as jovens actrizes representam quando mudam dos Morangos para outras novelas. "Aí desempenham o papel mulherzinhas responsáveis", indica.

 

A investigadora defende também que as mudanças observadas mesmo em termos sociais tendem a ser apenas em algumas características. "Podemos ver que as mulheres de hoje ganharam poder de iniciativa, mas continuam a ser as cuidadoras do lar e a dizer: 'o meu marido ajuda-me nas tarefas domésticas', assumindo que essas tarefas são responsabilidade sua e que são ajudadas pelos maridos porque eles são simpáticos", exemplifica Elisabete Vilar. No caso masculino, nota-se que os homens não se importam de vestir cor-de-rosa, mas sentem-se menos homens se não forem os responsáveis pela casa, refere.

A investigadora admite que o desafio é agora "apurar se as tendências serão apreendidas pelas crianças". E perceber "qual o peso da televisão na formação dos seus ideais".

 

Fonte: Diário de Notícias

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